A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 21/07/2021
A medicina humanizada é a arte de se enxergar no paciente, de forma a ambicioná-lo como um ser digno de cuidado além do diagnóstico. Entretanto, é fato que, apesar de crucial no atendimento médico, a humanização desse suporte tem se distanciado da realidade médica no Brasil. Nesse sentido, é importante citar a medicina humanizada como instrumento de cuidado e a ausência da humanidade médica no Brasil.
Precipuamente,é importante mencionar a medicina humanizada como instrumento de saúde e cuidado para com o paciente. Assim, é essencial visualizar o paciente como um ser humano e não como uma doença que precisa ser tratada. Nesse âmbito, a médica Ana Cláudica Quintana, por exemplo, especialista em medicina paliativa, defende os cuidados paliativos nos pacientes terminais e o amor direcionado nos momentos finais da vida, afirmando a importância desse nos atendimentos médicos. Dessa maneira, cabe ressaltar a indisponibilidade médica de considerar a vida do paciente de forma relevante dalém da doença. Contudo, é óbvio que, apesar da humanização da saúde afirmada pelo Ministério da Saúde nos anos 2000, os médicos brasileiros falham na questão empática da saúde, influenciados pelo mundo capitalista focado somente em resolução de problema. Logo, ainda são utópicos os argumentos da médica Ana, sabendo que os médicos brasileiros querem solucionar doenças, não cuidar de pessoas.
Ademais, cabe destacar que é perceptível a ausência de humanidade médica, em especial, para com as gestantes brasileiras. Dessa maneira, humanizar o parto de uma gestante, por exemplo, é crucial no puérperio materno e no bom desenvolvimento infantil. Entretanto, a realidade brasileira nessa questão obstétrica aponta o fator da violência presente em 1 a cada 4 gestantes no Brasil. Assim, esse dado da UFRGS (Universidade Federal do Sul), reforça a teoria da filósofa Ayn Rand, que colocava o homem como tendencioso a sua própria ignorância. Desse modo, é fato que os médicos brasileiros não enxergam a humanização necessária ao atendimento médico, tendo em vista que estão focados na sua própria realidade de ganhar mais dinheiro e colecionar números de pacientes atendidos.
Portanto, é mister que o Governo Federal implemente nas Universidades Federais do Brasil uma grade horária de 3 horas com congressos de medicina humanizada, a partir de capital ministerial, nos cursos de Medicina, de modo que se ensine a empatia nos atendimentos médicos. Dessa maneira, tornar-se-á obrigatório, em todos os semestres desse curso, conhecer e exercer a sensibilidade médica na busca de reafirmar a proposta da medicina humanizada do Ministério da Saúde e se distanciar do parâmetro caótico do exercício médico atual.