A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 26/07/2021
De acordo com a Constituição brasileira, é inviolável o direito á saúde. No entanto, a falta de humanização na medicina afeta o cuidado do bem-estar físico do cidadão invalidando, assim, o direito presente na carga magna. Dessa maneira, a carência de estrutura em hospitais públicos somada a sobrecarga de trabalho dos profissionais da saúde favorece para a problemática do atendimento desumanizado ao paciente.
Em primeiro lugar, na série brasileira “Sob pressão” retrata como a falta de estrutura dos hospitais públicos afeta no atendimento eficaz e na preservação da integridade física do enfermo. Nesse contexto, a ficção é uma mera reprodução da realidade, pois problemas como escasez de leitos, por exemplo, coloca o doente em uma situação de marginalização de seus diretos. Isso ocorre porque, a vunerabilidade a situações desumanas, como longas filas de espera por atendimento nos corredores hopitalares, coloca em risco a vida e o bem-estar do cidadão doente.
Ademais, a síndrome de Burnout é caracteriza pela ciência médica como um distúrbio psíquico causado pela sobrecarga e exaustão extrema resultantes no ambiente de trabalho. Sob essa ótica, a alta demanda de atendimento e o pouco número de profissionais nos hospitais públicos impõe um grande extresse e esgotamento mental aos enfermeiros e medicos. Desse modo, consequentemente, o atendimento mais paciente e empático é prejudicado pelo cansaço físico e mental.
Inferem-se, portanto, desafios para a prática da medicina humanizada. Por isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto de Geografia e Estatística, por meio de verbas governamentais, deve mapear as cidades do país que apresentam estruturas hopitalares com carência de leitos e número baixo de profissionais em comparação com a demanda do atendimento, com o objetivo de realizar um orçamento para ser enviado para as prefeituras desses locais, a fim de que seja suprida essas necessidades e o atendimento seja viabilizado de forma mais empática e humanizada e, assim, o direto constitucional melhor proporcionado.