A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 13/08/2021
Historicamente, no ano de 1988, a criação do SUS foi primordial para o avanço hospitalar no Brasil. Em meio a isso, exemplos como a ampliação de assistências clínicas e cirúrgicas favoreceram milhares de indivíduos. Nesse contexto, é possível afirmar que, hodiernamente, a ausência de empatia, por vários médicos, quanto ao tratamento de enfermos e a imediatez associada a rápidas consultas, em hospitais públicos, tornam-se fatores desafiantes para a expansão da medicina humanizada.
Somado a isso, é fundamental entender acerca dessa realidade presente no país, a partir da descrição de causas e consequências pertinentes nesse cenário. Nesse sentido, em uma reportagem realizada pelo programa jornalístico Fantástico, em 2016, na cidade de Serra Negra, um médico foi ex- pulso do hospital local após debochar nas redes sociais de um paciente analfabeto, o qual tinha di- ficuldades de expressar-se no atendimento realizado. Outrossim, é categórico enaltecer que a ausência de empatia, em casos como esse, representa a desrespeitosa forma de tratamento com essas pessoas, as quais buscam cuidados para ampará-las em situações de desconforto.
Ademais, em uma matéria publicada pelo portal de notícias G1, em 2019, os registros de casos associados a diagnósticos errôneos cresceram, preocupantemente, no cenário brasileiro. Além disso, faz-se imprescindível abordar as consequências predominantes neste quadro social. Dentre essas, a ineficaz análise clínica de vários pacientes e a permanência de pessoas mal diagnosticadas pela ime- diatez de consultas são alguns exemplos repugnantes dessa realidade. Por conseguinte, é relevante ressaltar que a importância de valorizar o papel da medicina humanizada na sociedade torna-se crucial para interver nessas divergências, as quais, apesar da criação do SUS, prejudicam muitas vítimas no país.
Consoante aos aspectos mencionados, é evidente a necessidade de melhorias, a fim de reverter essa contrastante realidade. O Estado, portanto, por intermédio da implementação de leis, as quais incentivem esses profissionais a lidarem com mais humanização na área médica, por meio da utilização de palestras e campanhas publicitárias de teor educacional, deve aplicá-las, com o intuito de garantir o bem-estar dessas vítimas. Dessa forma, tal ato será viável para proporcionar mais empatia na saúde pública. Só então, o país terá significativos avanços sobre essas lastimáveis divergências.