A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 03/08/2021

Na série “Sob Pressão”, o principal tema abordado é a empatia dos médicos, em um hospital público brasileiro, para com seus pacientes, mesmo trabalhando em um ambiente precário e sem recursos. De maneira oposta à exposta na obra cinematográfica, muitos médicos não praticam atos empáticos no ambiente hospitalar e clínico, colocando a saúde de seus pacientes em perigo. Dessa forma, é perceptível a importância da medicina humanizada no Brasil, pois afeta positivamente o bem-estar do enfermo, tanto físico quanto mental.

Em primeira instância, é necessário frisar que a empatia para com o mal-estar e dores do paciente são os principais pilares para a medicina humanizada. Assim, é lícito referenciar que, na Idade Média, os médicos eram altamente associados com clérigos, estes que afirmavam que doenças eram castigos divinos. Nesse ínterim, as agonias que os enfermos sentiam eram negligenciadas e ainda ampliadas por tratamentos dolorosos e desumanos. Analogamente, no Brasil atual, para que os pacientes não passem por dores físicas desnecessárias, profissionais da saúde empáticos e qualificados são fundamentais.

Em segunda instância, a saúde mental dos pacientes também precisa ser levada em conta, sendo que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (ONU), a saúde é um estado de completo bem-estar físico e mental. Dessa maneira, a medicina humanizada, que considera os sentimentos do outro, preza por esse conforto mental, o que faz com que os pacientes não tenham preocupações e ansiedade excessivas, não culminando na iatrofobia — medo de médicos — ou outras patologias causadas pelo mau tratamento em ambientes clínicos. Assim, é precisamente importante o zelo pela saúde mental do indivíduo, por meio da medicina humanizada, para que estes atingam a saúde caracterizada pela ONU.

Em vista dos fatores apresentados, é visível a grande importância da medicina empática para a saúde dos cidadãos brasileiros. Dessa forma, é necessário que o ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, desenvolvam cursos e palestras, por meio da participação de psicólogos e sociólogos capacitados, com a finalidade de conscientizar médicos, enfermeiros e os demais profissionais da saúde sobre os impactos positivos da empatia no ambiente de trabalho. Por conseguinte aos atos supracitados, a área hospitalar se tornará um ambiente mais saudável e estável, assim como mais agradável para pacientes e trabalhadores.