A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 07/08/2021
O grande filósofo grego Platão declarou que não é importante somente viver, mas viver bem, de modo que, para ele, a qualidade de vida tem tamanho valor ao ponto de ultrapassar o da própria existência. Desse modo, é possível inferir que para se viver bem é necessário, primordialmente, ter saúde, que é garantida e mantida pelo indivíduo e pelos médicos responsáveis. Entretanto, atualmente, percebe-se a necessidade da medicina humanizada, que demanda não apenas médicos competentes para tratar a doença, mas dispostos a ouvir e ter seu foco no paciente. Portanto, convém analisar e discutir a importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros e os principais desafios que dificultam sua aplicação.
Diante desse cenário, é possível notar que a medicina humanizada torna-se importante e necessária ao passo que ajuda na eficácia e precisão do tratamento e do diagnóstico, já que, ao ouvir e acolher o paciente, pode-se entender melhor a doença e tratá-la de forma única. Segundo uma pesquisa do jornal G1, 63% dos brasileiros preferem optar por um local de atendimento médico reconhecido pela medicina humanizada a locais reconhecidos apenas por competência; e isto apenas comprova a necessidade humana de se sentir acolhida e compreendida em momentos de fragilidade, que podem ser facilitados por um atendimento com foco no paciente. Logo, é evidente a importância de se investir e tornar possível a medicina humanizada no Brasil, promovendo bem-estar e vida de qualidade aos cidadãos.
Além disso, ainda é possível identificar a falta de investimento na saúde pública como um grande desafio a ser enfrentado no caminho para a medicina humanizada, já que gera vários outros problemas. Por exemplo, quando não se investe em construções de hospitais e postos de pronto atendimento, o volume de pacientes nos poucos lugares existentes cresce, e, automaticamente, a carga horária dos profissionais da saúde aumenta, levando ao cansaço e ao atendimento rápido e desumanizado. Ademais, tudo isso vai de encontro à Constituição Federal que prevê a saúde, o atendimento e o bem-estar como direitos dos indivíduos, o que não ocorre quando não há o investimento na saúde, tornando-se inaceitável a continuação desse cenário.
Destarte, compete ao Ministério da Saúde, por meio disponibilização de verba para as cidades e parcerias público-privadas, a construção de novos hospitais e unidades de pronto atendimento, juntamente com os materiais e equipamentos necessários. Outrossim, o Ministério deve ainda promover cursos gratuitos que ensinem os profissionais da saúde a praticar a medicina humanizada. Espera-se, com isso, que a Constituição seja cumprida e a população possa viver bem, como pensava Platão.