A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 18/08/2021

Rumo ao hexa

Mesmo antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) ser fundada, em 1948, a sociedade já compreendia a importância de assegurar o bem-estar do Homem. Nesse sentido, priorizar a prática da medicina humanizada é essencial para erradicar a medicalização da saúde e contribuir na promoção desse bem social. Em contrapartida, o “calcanhar de Aquiles” da nação brasileira é a ausência de equipes médicas devidamente qualificadas para o desempenho desse papel. Assim, formar um novo mercado profissional faz-se necessário.

Diante desse cenário, a revista Science, em parceria com a OMS, publicou um artigo, em 2018, que explicita os pontos fortes da medicina humanizada. Segundo esse estudo, ela não só melhora a qualidade dos atendimentos médicos, como também dos seus diagnósticos e prognósticos. Nesse sentido, uma medicina baseada em evidências, consentimento esclarecido, abordagem biopsicológica e holística, que engloba não só o Homem, mas também o seu meio social, é a chave de acesso para uma revolução guiada na área da saúde nacional. Uma vez que, a humanização põe fim a medicalização da saúde, que é a intervenção medicamentosa excessiva ante todo e qualquer tipo de doença, inclusive as que podem ser resolvidas sem o uso de remédios.

À luz desse conceito, a prática dessa medicina revolucionária exige profissionais humanizados. Entretanto, a ausência de pessoas capacitadas para tal exercício é um problema do atual mundo moderno brasileiro, afirma a Organização das Nações Unidas (ONU). Em decorrência desse déficit, a qualidade dos atendimentos médicos torna-se comprometida e as anamneses (diálogos prognósticos entre médico-paciente) inexistentes. Desse modo, de acordo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a nação retrocede ante a formação de um cenário profissionalizante inovador e revolucionário para a saúde do seu povo, o qual é capaz de conduzir o Brasil ao seu hexacampeonato evolutivo e sanar a vulnerabilidade daquilo que representa o seu “calcanhar de Aquiles”.

Destarte, parafraseando o filósofo Foucault, é com o ensino que um novo mercado profissional se forma. Desse modo, a adoção de um sistema de formação inovador é um caminho rumo ao hexa da nação no âmbito da saúde. Para tal, cabe ao Governo Federal disponibilizar verbas para que o Conselho Federal de Medicina possa investir na capacitação das equipes médicas do país, por meio de palestras, cursos capacitatórios e simpósios internacionais sobre a importância da prática da medicina humanizada na saúde de um povo. Assim, feito isso, profissionais humanizados darão luz a um novo mundo, com maior qualidade nos atendimentos médicos e mãe gentil para todos os seus filhos.