A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 08/09/2021

O livro “O futuro da humanidade”, do autor brasileiro Augusto Cury, narra a história de Marco Polo, um estudante de medicina, que questiona seu professor sobre a identidade do cadáver que a turma iria dissecar para a aula de anatomia. Logo após, o professor-doutor se incomodou com a pergunta e disse que aquilo não importava. Nesse cenário, percebe-se que o Brasil é uma representação da fala do docente, uma vez que não utiliza todo o seu potencial no desenvolvimento de uma medicina mais humanizada. Fatores como a falta de treinamento e a pouca empatia colaboram para a problemática.

Em primeira análise, é importante destacar que os proficionais, normalmente, não são treinados para realizarem um atendimento mais empático. Ou seja, todos os funcionários que estão ligados direta ou indiretamente ao paciente, comunicam-se com ele e a família, entretanto quase nenhum deles conhecem os princípios de atendimento humanizado. Isso mostra que, a maioria das faculdades, infelizmente, não possuem uma matéria relacionada e são raras as empresas privadas que realizam um curso sobre a problemática. Dessa forma, é visível que o Brasil não utiliza de todo o seu potencial, uma vez que os trabalhadores não possuem conhecimento de como realizar um trabalho mais humanizado.

Ademais, a falta de empatia nas relações sociais implicam na pouca humanização das consultas. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, o ser humano vive em um mundo de relações artificiais. Assim, é visível que essa problemática interfere na questão da saúde. Isto é, o indivíduo atual, por estar cada vez mais ligado a um aparelho eletrônico, não desenvolveu o sentimento de empatia pelo próximo. Logo, isso mostra que, infelizmente, o paciente é tratado, na maioria das vezes, como um registro de identificação ao invés de um ser humano, uma vez que o profissional se esqueceu dos valores humanísticos da profissão.

Portanto, é necessário o retorno do sentimento de empatia na sociedade atual. Dessa forma, o Ministério da Educação (MEC) deve capacitar os proficionais de saúde para agir de forma humanizada, por meio de matérias específicas na grade curricular das faculdades ligadas à área, que servirá para informar as novas gerações da importância da medicina humanizada no tratamento de doenças, a fim diminuir a artificialidade das relações. Assim,  o número de proficionais iguais ao professor-doutor do livro “O futuro da humanidade” diminuiram.