A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 23/08/2021

Segundo o filósofo francês Émille Durkhein, os fatos socias podem ser normais ou patológicos. Nessa perspectiva, a falta de humanização na medicina gera um ambiente patológico, o que desfavorce o progresso coletivo. Por isso, é relevante apontar a desvalorização da empatia como impulsionadora da problemática. Além disso, é importante analisar as consequências dessa conjuntura para a sociedade moderna.

Em primeiro lugar, deve-se analisar a falta de importância dada para a empatia nas relações sociais. Nesse sentido, a filósofa francesa Simone de Beauvior, afirma que o mais escandaloso dos escandalos é que nos acostumamos com eles. Sob esse viés, fica evidente que a indiferença por parte da sociedade quando se trata da ausência de afetividade na relação entre médico e paciente, impulsiona a falta de humanização na medicina, já que as pessoas, muitas vezes, negligenciam a importancia do cuidado e do afeto nas relações entre indivíduos.

Ademais, vale destacar as consequências causadas por essa conjuntura. De acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de garantir  assistência social para a população. Entretanto, fica evidente o descuido do governo para com o seu povo quando se observa a falta de empatia nas relações entre médico e paciente, podendo desencadear em danos à saúde da vítima, muitas vezes, fragilizada pela suspeita de um problema físico mais grave.

Depreende-se portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Nesse contexto, é dever do Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, reforçar a importância da empatia nas relações entre médico e paciente, por meio da inclusão de palestras conscientizadoras ao longo do curso de medicina. Dessa forma, se consolidará uma sociedade unida e consciente, que visa o progresso coletivo, tal como afirma Émille Durkhein.