A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 10/09/2021
O livro “Medicina dos horrores”, da autora Lindsey Fitzharris, retrata os primórdios da história da medicina, expondo a precariedade dos tratamentos médicos nos séculos passados, os quais colocavam a doença em primeiro lugar, enquanto o paciente ficava em último plano. Não obstante deste cenário, a sociedade brasileira ainda é marcada por essa prática, tratando os indivíduos de forma fria e distante. Por conseguinte, como solução para este problema, a medicina humanizada cria um laço entre o profissional e o enfermo, acarretando em importantes resultados, tais como tratamentos mais certeiros e condições de trabalho melhores para os funcionários. Logo, é inexorável a análise dessa conjuntura com o intuito de propagar esse método.
Primeiramente, é imperioso ressaltar que a medicina humanizada alicerça no alcance de resultados mais corretos. Dessa forma, o raciocínio do filósofo contemporâneo Schopenhauer, “Uma maneira de agradar é deixar que cada um fale de si”, pode ser comparada à humanização da saúde, uma vez que, ao propor ouvir o paciente, há a criação de um vínculo de confiança, empatia e entendimento de toda a circunstância. Portanto, adotar essa prática torna mais fácil alcançar diagnósticos e tratamentos certeiros. Sendo assim, faz-se mister que mais profissionais implementem esse comportamento.
Outrossim, é substancial elencar que a medicina humanizada traz um bem-estar maior para os funcionários. Sob essa óptica, a palestra “O SUS e a humanização da saúde”, do “TedxTalks” em parceria com a médica Júlia Rocha, retrata o sentimento de compaixão e de gratidão que o profissional sente ao atender uma pessoa de forma empática. Logo, em um país em que os trabalhadores deparam-se com situações precárias e com uma alta carga horária, a imposição da medicina humanizada poderia reduzir o estresse e melhorar a sua saúde emocional. Desse modo, é crucial que a esfera governamental incentive esse método.
Urge, portanto, medidas que possam intensificar a utilização da medicina humanizada no Brasil. Para tanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, conscientizem os funcionários acerca dos benefícios de um atendimento humanizado e incentive a adoção desta prática, por meio de campanhas e propagandas, a fim de melhorar o sistema de saúde. Ademais, é incumbência deste mesmo órgão disseminar esta nova medicina, por intermédio da implementação do ensino da bioética nas instituições de formação de funcionários da saúde, com o intuito de que eles tenham conhecimento da maneira correta de agir e tratar os enfermos. Dessa maneira, o bem-estar dos brasileiros poderá melhorar consideravelmente.