A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 10/09/2021
Ao representar um profissional plenamente apático à condição emocional de seu paciente, o escritor Leon Tolstói fez de sua novela “A morte de Ivan Ilitch” um palco para o registro de sua queixa contra a petrificação da práxis médica. Fora da ficção, nota-se a pertinência dessa posição de Tolstói, sendo a saúde uma área que lida diretamente com o ser humano. Assim, surge a importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros, em prol da garantia do bem-estar do doente e da transparência durante o tratamento.
É primordial destacar, a princípio, a crucialidade da afirmação do conforto do enfermo. Nesse viés, “bom médico não é aquele que apenas trata a doença, mas também quem sofre com ela”. Consoante a esse pensamento do escritor Noah Gordon, cristaliza-se que um “bom médico” é empático ao seu paciente e, assim, busca tomar as suas decisões profissionais de acordo com o desejo do doente. Dito isso, numa carreira como a medicina, a qual atende propriamente o indivíduo, é essencial a certificação do seu bem-estar, tendo em vista que ele sempre deve se sentir inteirado e relevado nas decisões acerca de sua vida. Assim sendo, estando a par de sua real situação, o enfermo tende a se manter mais sereno e seguro.
Outrossim, é basilar que o médico tenha clareza em seus passos. Nesse contexto, é válido citar o ditado popular “em terra de cego, quem tem olho é rei”. Analogamente, em uma sociedade marcada por “achismos” e suposições de caráter arbitrário, quem tem dados concretos como alicerce é mais propenso a obter sucesso em seus feitos. Isso posto, é imperioso que o médico abrace, da forma mais segura e prudente possível, propondo um tratamento tão confiável como acolhedor ao enfermo, a sua missão de reconstruir o seu paciente, durante o momento de maior vulnerabilidade física e emocional: ao sentir a sua própria vida se esvaindo. Dessa maneira, o doente deve receber cuidados assertivos, apresentando, por conseguinte, uma maior chance de cura.
Portanto, é imprescindível a adoção da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros, a fim de que seus bem-estares sejam abonados e para que haja transparência durante os seus tratamentos. Logo, é basilar que o Ministério da Saúde proporcione campanhas, por meio de palestras em hospitais da nação, a respeito da relevância da valorização da compassividade na área médica, convidando profissionais palestrantes - como coaches, sociólogos e psicólogos -, com o fito de consolidar uma melhora no trato com o paciente. Desse modo, será evitada uma vivência como a de Ivan Ilitch.