A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 17/11/2021
O juramento de Hipócrates, feito pelos profissionais da saúde fala que é prioridade do profissional o bem estar do seu paciente e a proteção à vida. Todavia, não é o que ocorre no Brasil, visto que devido a um ensino tecnicista e as pressões do mercado de trabalho, os especialistas não conseguem atender os indivíduos de forma humanizada. Desse modo, é preciso entender o porquê isso ocorre, bem como, mitigar essa problemática.
Ao se tratar sobre a medicina no Brasil, é possível observar que o currículo das universidades do país são excessivamente técnicas e se limitam ao ensino de conteúdos sem focar nas habilidades básicas e sociais para o atendimento humanizado. Nesse contexto, a personagem Yang da série Greys Anatomy, apesar de ser considerada uma médica de excelência, é extremente grossa e arrogante com seus colegas e pacientes. Assim como na ficção, quando o ensino não é tratado de maneira holística, são formados profissionais sem empatia, que se restringem apenas a patologia de seu paciente sem se preocupar com o seu bem-estar.
Outrossim, há uma pressão do mercado de trabalho sobre os profissionais da saúde para que estes atendam o maior número de pessoas em um curto espaço de tempo. Nesse sentido, o sociólogo Bauman fala que uma das características da sociedade moderna é o imediatismo. Devido a essa rapidez, os atendimentos não são humanizados, pois as consultas costumam ser pouco esclarecedoras, o profissional não consegue fazer uma anamnese cautelosa para entender o problema do indivíduo. Como consequência, o paciente se sente inseguro e muitas das vezes não adere ao tratamento.
Por tudo isso, é preciso assegurar que a medicina seja humanizada para todos os brasileiros. Para que isso ocorra é preciso que o Estado, no papel do Ministério da Saúde, faça uma lei que obrigue as universidades a criar um aumento na carga horária de matérias de humanização ao atendimento, como a ética médica e a sociologia da medicina. Com o objetivo de formar profissionais que não se restrinjam somente na doença do paciente mas que garantam que este tenha um atendimento especializado focado no seu bem estar social e psicológico. Ademais, as universidades devem treinar esses futuros médicos para terem maior contato com o público, isso poderá ser feito através de palestras mensais com profissionais da área de comunicações sociais. Assim, será possível promover um atendimento mais interativo e eficaz.