A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 14/09/2021
Antigamente, o profissional da saúde era extremamente valorizado, uma vez que haviam poucas universidades e o processo seletivo era acirrado. Hodiernamente, a medicina, por exemplo, tornou-se algo banal, ou seja, quase todos conseguem cursar, visto que o número de faculdades triplicaram, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nesse sentido, a humanização da Medicina está sendo colocada em segundo plano, seja pela moral, seja pelo não vigoramento das leis.
Assim, é incontrovertível que os princípios estejam vinculados às causas do problema. De acordo com o autor realista Machado de Assis, o homem é desprovido de virtudes, Isto é, é movido por um sistema social regido pela falta de valores. Analogamente, percebe-se que a moralidade entra em concordância com sábio, uma vez que faculdades de área da saúde estão formando profissionais cada vez menos humanizados, que não focam no paciente em si, mas apenas na doença e como tratá-la.
Outrossim, cabe ressaltar a lei como impulsionador do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada, por meio da justiça, de forma que alcance o equilíbrio na sociedade. Sob essa ótica, observa-se que a regulamentação entra em analogia com a teoria do pensador, haja vista que, conforme o Ministério da Saúde, em 2002, tentou-se implantar um sistema de medicina mais humanizada, focado no doente, mas essa organização falhou, seja porque os atendimentos estão cada vez mais apressados, pois há uma carga horária extensa, seja uma falta de cuidado com o próximo e, além disso, o atendimento tem como foco a medicação para doença.
Dessarte, medidas são imprescindíveis para erradicar o entrave. Com isso, em relação à falta virtudes, urge que o Ministério da Saúde adicione, à grade curricular de todas as faculdades de medicina do Brasil, aulas de ética e conduta médica e, ademais, que o mister crie uma prova, ao final do curso, de simulação de consultas humanizadas, para provar que o indivíduo estará apto para exercer sua profissão. E depois, para a regulamentação da lei, cabe ao Ministério Legislativo produzir uma norma que, na consulta, tenha-se uma medicina mais humanizada, através de anamnese mais longa ou uma lista de perguntas necessárias para se conhecer o paciente. Desse modo, espera-se ressaltar a importância da medicina humanizada em função da saúde dos brasileiros.