A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 16/09/2021
O seriado americano, Greys Anatomy, aborda em suas primeiras temporadas a diferença de atendimento da personagem Cristina, uma médica fria e objetiva e da Dra. Izzie, médica humana e atenciosa. Nessa comparação, evidencia-se a preferência dos pacientes pela Dra. Izzie, a qual os transmitia segurança no âmbito hospitalar. Desse modo, no Brasil, nota-se a existência de muitos médicos com o comportamento imediatista como o da Dra. Cristina, o que revela o induvidualismo de grande parte desses profissionais e a falta de recursos para a saúde pública brasileira, causas essas que corroboram a sobrecarga e mau atendimento.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a “Modernidade Líquida’’ é um conceito que resume as relações sociais pós Segunda Guerra Mundial, as quais não são mais caracterizadas como duradouras, sendo agora objetivas e superficiais, sem grande envolvimento com outros indivíduos e também sem empatia, ou seja, a modernidade está individualista. De maneira análoga, é notório que, no setor da saúde, esse individualismo está presente na relação do médico com o paciente, na qual o médico preocupa-se muito com a doença e negligencia o emocional do paciente, deixando-o desamparado e inseguro.
Outrossim, a falta de recursos hospitalares e uma infraestrutura desorganizada são problemáticas contantes do sistema de saúde pública no Brasil e, um dos motivos para isso é a ausência de investimentos governamentais nesse setor. Sob essa perspectiva, um exemplo a ser citado é a PEC 241, criada no governo de Michel Temer, a qual visava congelar os gastos públicos por 20 anos a fim de conter a crise financeira, o que afetou, principalmente, a área da saúde. Logo, é nítido a carência de humanização no atendimento médico devido a sobrecarga dos profissionais, os quais precisam lidar com escassez de materiais e a superlotação dos hospitais, o que gera a obrigação do imediatismo em alguns casos.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de medidas que venham a ampliar a humanização na medicina brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde, promover investimentos na saúde por meio da distribuição de recursos aos hospitais e reformas visando expandiar o ambiente hospitalar, para que, assim, não haja mais sobrecarga nesses ambientes. Além disso, é imprescindível a promoção de cursos semestrais aos medicos já atuantes e, priciplamente, os recém-formados; ocorrerá por meio de palestras organizadas e apresentadas por profissionais da saúde renomados, a fim de incentivar a humanização de outros profissionais e mitigar o individualismo dos mesmos.