A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 24/09/2021

A Revolta da Vacina, grande motim popular, ocorrida no Rio de Janeiro sob o comando do Médico Oswald Cruz, exemplifica o contato desumano dos profissionais de saúde com a população. Sendo explicitado no cenário caótico de revolta e insatisfação popular pela falta de orientação e acolhimento. Analogamente a esse cenário, a realidade da saúde brasileira está se distanciando cada vez mais da humanização de suas abordagens, enfatizando assim, o debate da importância da medicina humanizada no Brasil. Desse modo, torna-se premente analisar: a necessária completude assistencial humana e o combate da ignorância dos profissionais nas consultas.

Na primeira análise, uma abordagem de abordagem assistencial como todas as esferas sociais de um paciente tende a ser um sustentáculo para a efetivação de uma medicina mais humana. Segundo a Isonomia de Aristóteles, o tratamento das autoridades devem ser baseados na equidade que relaciona-se proporcionalmente a medida da sua desigualdade. Ou seja, uma abordagem assistencial deve abranger o nível de necessidade trazida pelo paciente constituindo-se em colocar a necessidade dos pacientes em primeiro lugar. Logo, a notoriedade de atendimentos mais rápidos, impessoais, e mais focadas em medicações distancia e intitula uma espécie de “Cegueira Moral” - intitulado pelo escritor José Saramago em seu livro “Ensaio sobre a cegueira” - entre o profissional e o paciente.

Outrossim, o combate da ignorância trazida pela falta de conhecimento dos valores e preferência do paciente, explicitada por uma comunicação deficiente do profissional, é um pilar deficitário para o distanciamento da efetivação da temática. De acordo com o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro tende a agir conforme suas emoções, o que legitima atos de indecências. Portanto, a instalação de um determinismo permeabilizada pela desconstrução de todos os valores e essência pautada na ignorância e falta de comunicação nos atendimentos constitui a realidade atual dos centros de saúde. Dessa maneira, fica visível que a falta de diálogo transcedema abordagem técnica.

Urge, portanto que medidas sejam feitas a fim da efetivação da temática. O Ministério da Saúde Deveri, por meio de uma reorganização na ficha do paciente por profissionais como psicológos e assistentes sociais, implementar características socioeconômicas do paciente, como situação financeira, descrição do local em que vive, um fim de direcionar os profissionais médicos para uma consulta mais indivídual e intensiva. Ademais, como Instituições de Ensino Superior para os Profissionais de Saúde, implementa o grau curricular de ensino palestras de comunicação e persuasão, por meio de profissionais habilitados a fim de fomentar uma construção profissional que carrega valores e humanidade em sua formação. Com essas abordagens há de garantir a humanização da medicina.