A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 19/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros tem sido procrastinada, o que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto do negligenciamento de políticas públicas e da falta de empatia com o próximo, por parte dos profissionais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sob esse viés, destaca-se que a medicina tem deixado o lado humano fora dos hospitais, o que deixa o paciente mais inseguro e fragilizado, ocasionado pela baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, pensador e autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades que não estão promovendo cursos para os profissionais da área da saúde para ensiná-los a tratar com mais afeição os pacientes. Prova disso são pacientes que chegam com um diagnóstico negativo e ainda são tratados de maneira insignificante, sem ao menos ter sido mostrado pelo médico as estratégias necessárias para tranquilizá-lo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de empatia pelos trabalhadores da área da saúde, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Em comparação a essa teoria, é nítido que uma parte da população tem se mostrado irrelevante a dor dos pacientes, acabando por tratá-los mal e sem a mínima dignidade humana. Bom exemplo são médicos que se preocupam muito com a quantidade de pacientes, e esquecem de dar à atenção necessária que o paciente precisa naquele momento. Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática.
Destarte, com intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Ministério da Cidadania – órgão responsável pela coordenação de políticas e ações para a garantia de direitos à sociedade -, em conjunto com a Diretoria da Saúde, promova cursos que visem mostrar aos médicos, que além do lado profissional existe um lado humano que precisa ser “alimentado”, pois a pessoa que é atendida precisa ser ouvida. Além disso, compete aos profissionais da saúde terem consciência sobre o uso da empatia, para mostrarem que colocam as necessidades do atendido em primeiro lugar, para reduzir esse impedimento e, assim, alcançar uma sociedade semelhante à da “Utopia” de Thomas More.