A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 05/10/2021
Na série americana “Grey’s Anatomy”, a personagem Cristina Yang é conhecida pela insensibilidade que tem com os pacientes, demonstrando alegria com as fraturas e problemas de saúde, para ela, são considerados desafios. Analogamente à ficção, infelizmente, é cada vez mais comum encontrar profissionais da saúde que trata de forma desumana os pacientes, e isso está ligado ao individualismo contemporâneo e à insuficiência dos cursos superiores. Logo, torna-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.
Primordialmente, vale ressaltar que a medicina humanizada tem como princípio priorizar e ouvir os enfermos promovendo uma sensação de conforto e acolhimento. Entretanto, o individualismo — ideia desenvolvida pelo célebre filósofo Zygmunt Bauman — consiste em que a sociedade contemporânea passa pelo processo de fragmentação da vida humana e deixa de pensar no coletivo. Isso posto, o conceito de individualismo pode ser facilmente atribuído ao tema, já que a medicina se tornou apenas uma profissão com interesses financeiros e de status social.
Ademais, parafraseando o renomado filósofo Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger seus filhos. No entanto, o governo se relaciona com a sociedade de modo omisso e negligente, visto que, há insuficiência de matérias humanizadoras nos cursos de formação de profissionais da saúde. Dessa forma, a população fica vulnerável aos profissionais que não priorizam o bem-estar social. Assim, fica evidente que é dever da máquina pública inserir métodos para a humanização dos médicos.
É inaceitável, portanto, que exista uma parcela significativa da sociedade afetada pelo impasse. Destarte, é necessário que o Ministério da Educação - órgão responsável pelas diretrizes educacionais e culturais -, por meio de leis que incluam de forma eficiente matérias de sociologia e filosofia para o desenvolvimento da ética e da moral entre os indivíduos. Outrossim, cabe às instituições médicas, por intermédio das verbas governamentais, realizar uma política de seleção mais rígida com os profissionais da saúde, com intuito de empregar o mais humanitário e apto para o cargo. Feito isso, personagens como Cristina Yang ficarão somente na ficção.