A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 10/10/2021
“Eu prometo solenemente consagrar a minha vida ao serviço da humanidade; a saúde e o bem estar de meu paciente serão minhas primeiras preocupações”. Trecho do juramento de Hipócrates, considerado o “pai da medicina”, o ícone ateniense escreveu por volta do século V a. C. o texto que até hoje é usado ao término da formação em medicina. No entanto, é notório na sociedade atual a ausência de práxis na ideia de colocar o bem do enfermo acima do seu entre a maioria dos médicos, uma vez que o sistema comercial gera a sobrecarga e a insatisfação com a profissão, o que impede de fazer um trabalho humanizado. Diante disso, é necessário analisar a importância de um atendimento mais humano para a saúde dos brasileiros.
É relevante apontar que nos últimos anos o número de acidentes e doenças têm aumentado no Brasil, sobrecarregando os centros de atendimento à saúde. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego divulgou que 60% dos leitos de UTI estão ocupados por vítimas de acidentes. Em cada 12 horas de plantão, 50% a 60% são atendimentos a acidentes de trânsito. À medida que se aumenta a quantidade de pacientes a serem atendidos no dia, diminui a qualidade de assistência. Esse excesso de enfermos em poucas horas, acarretam em negligência médica para outras situações, isso agrava a situação do enfermo. Assim, fica evidente a falta de organização e humanidade nos atendimentos.
Além disso, muitos profissionais da saúde estão insatisfeitos com a profissão que escolheram, seja por excesso de trabalho, por má remuneração ou por falta de vocação. Como apontou a pesquisa feita pela agência McCann Health que entrevistou 2 mil médicos de 16 países e 82% mostraram que estavam insatisfeitos com a profissão. Independente do motivo, o descontentamento reflete nas ações do ofício. Consequentemente, pacientes e parentes destes terão queixas a fazer, causando conflitos para ambos, profissionais e usuários do setor de saúde.
Diante disso, é necessário mitigar esse atendimento precário causado pelo excesso de pacientes e insatisfação. Urge, que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela organização do setor de saúde, fiscalize os setores de atendimento, para que possam identificar as falhas com relação à organização e atendimento humanizado, deve também promover uma formação em atendimento ao menos uma vez por ano, para que os profissionais da saúde acolham os pacientes de forma adequada e mais humana, além disso o Governo deve investir em uma remuneração mais adequada aos médicos para que possam trabalhar melhor e colocar a saúde e bem estar dos enfermos como prioridade assim como o juramento de Hipócrates propõe.