A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 20/10/2021
Durante o Juramento de Hipócrates, realizado nas cerimônias de formatura, os médicos assumem o compromisso de exercer as ciências médicas honestamente, zelando pelo bem-estar dos pacientes. Nesse sentido, permite-se destacar a importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros, à medida que proporcionar um contexto ideal para o melhor atendimento dos indivíduos. No entanto, evidencia-se a carência de recursos financeiros investidos no Sistema Único de Saúde (SUS) como responsável pela não concretização desse cenário. Posto isso, é cabível debater a temática abordada com o objetivo de propor medidas capazes de reverter à problemática.
À luz dessa perspectiva, denota-se a medicina humanizada como primordial ao estabelecimento de um cenário de bem-estar entre os cidadãos brasileiros. Isso porque, consoante aos princípios dessa corrente de pensamento médico, a valorização da relação paciente-médico possibilita ao profissional da saúde a realização do diagnóstico e, consequentemente, do tratamento do enfermo de maneira eficaz. Dentro desse prisma, percebe-se que a humanização das ciências médicas apresenta caráter benéfico à sociedade brasileira, a qual se destaca pela ocorrência epidemias de doenças emergentes, como zika vírus e chikungunya – que possuem sintomas similares à dengue, dificultando a definição do prognóstico médico. Sendo assim, corrobora-se a primordialidade da medicina humanizada a manutenção da saúde dos cidadãos.
Entretanto, salienta-se a redução dos investimentos estatais no SUS pública como fator de impedimento a materialização desse cenário de suma importância ao território nacional. Sob esse viés, cita-se o congelamento do teto de gastos da União Federal, no período do governo de Michel Temer, o qual reduziu os recursos federais aplicados em inúmeros setores sociais, incluindo a saúde. Nessa linha de pensamento, sabido de que essa ação restringiu a contratação de profissionais da saúde, afirma-se que esse processo resultou no exercício da medicina dissociada da relação paciente-médico, tendo em vista a sobrecarga dos escassos médicos contratados, à proporção que obrigou esses profissionais a realizarem consultas rápidas e objetivas, a fim de atender o máximo de pacientes.
Em vista do exposto, é mister que o Estado brasileiro a realização de deliberações que visem garantir a prática da medicina humanizada. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto ao Congresso Nacional, elaborar um projeto de lei – o qual deverá reverter às medidas administrativas do presidente Michel Temer –, por meio de um referendo, com o propósito de atender a vontade popular, com o fito de assegurar o repasse de capital necessário ao íntegro funcionamento do Sistema de Saúde Público consoante aos princípios da vertente médica mencionada.