A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 01/11/2021
Segundo o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é um direito garantido a todos. Entretanto, a forma como o acesso à saúde é disponibilizado, muitas vezes, é caracterizada por desrespeito aos pacientes, principalmente devido à falta de empatia dos médicos, o que gera consequências psicológicas negativas à vítima. Assim, cabe ao Estado e a sociedade se unirem para analisar a situação, a fim de que a humanização da medicina seja uma pauta valorizada.
Dito isso, deve-se destacar a ausência de empatia de uma parte da comunidade médica. Diante disso, o Capitalismo- sistema econômico que visa ao lucro- se relaciona à conduta de uma parcela de médicos brasileiros que realizam muitas consultas rápidas por dia, com o intuito de gerar mais renda. Nesse sentido, o paciente é atendido rapidamente para que os interesses próprios do profissional seja atendido, sem que a empatia seja exercida, visto que é ocasionada uma relação superficial e mecanizada no consultório. Isso pode gerar desconforto nos pacientes, por exemplo, que podem ser recebidos por médicos sem sensibilidade ao dar notícias ruins sobre doenças. Dessa maneira, a priorização do capital, em consonância às necessidades humanas do paciente demonstra a falta de humanização da medicina na prática do consultório.
Ademais, é válido afirmar que o tratamento desumanizado dos médicos pode gerar consequências psicológicas ao paciente. Nesse contexto, de acordo com o médico brasileiro Dráuzio Varella, o diálogo nos consultórios sem a existência de uma hierarquização de poder é importante para que a relação entre o médico e o paciente seja harmoniosa. Sob essa ótica, ao promover um ambiente confortável para o paciente, inibi-se a possibilidade de causar consequências negativas a esse indivíduo. Um exemplo disso é que a falta de sensibilidade de um médico pode gerar ansiedade e medo em um paciente ao descobrir uma doença que não foi anunciada com cautela pelo profissional. Desse modo, a humanização no ambiente médico é essencial para o bem estar do indivíduo que está consultando.
Torna-se evidente, portanto, a importância da priorização da medicina humanizada. Para isso, é fundamental que o Conselho Federal de Medicina insira na grade curricular da prática médica o exercício da empatia, para que o descaso com os pacientes não seja uma situação corriqueira nos consultórios. Além disso, é importante que a mídia, por meio de programações em canais abertos, divulgue as formas de denúncia contra os profissionais médicos que não respeitam os pacientes, a fim de que o tratamento desumanizado diminua e que os pacientes deixem de ser psicologicamente prejudicados.