A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 26/10/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos seus comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam está nação. Fora da ficção, percebe-se aspectos semelhantes referentes a falta de uma medicina humanizada no pais, visto que este déficit é reflexo de uma sociedade com um viés individualista. Nesse contexto, tornam-se evidentes como perpetuadores da problemática a falta de debates e o individualismo social.
É indubitável, nesse sentido, que a questão do individualismo esteja como um empecilho na conscientização da importância da medicina humanizada no Brasil. A obra “ Modernidade Liquida “ Zygmun Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira especifica na realidade brasileira, no que tange a medicina humanizada, como uma sociedade que prioriza seu bem acima de tudo e todos, poderia formar profissionais que se empenham em se doar aos seus pacientes de corpo e alma, visando um tratamento mais efetivo e menos doloroso aos pacientes.
Outrossim, a falta de debates é um perpetuador do impasse apresentado acima. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa forma para um entendimento mais amplo da importância da humanização nos tratamentos médicos e seus benefícios, não só trariam para a medicina bons resultados, mas para toda a sociedade, tornando-a uma sociedade menos individualista.
Portanto, faz-se necessário a tomada de medidas atuantes na resolução dos empasses apresentados. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a importância da medicina humanizada, no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser aberto à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a importância da empatia em todos os âmbitos sociais, não só na medicina, para que assim todos possam se tornarem cidadãos atuantes na resolução da problemática.