A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 02/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, o atual cenário verde-amarelo é desfavorável para tal analogia, visto que, as grandes jornadas de trabalho dos médicos no Brasil, interferiram no tratamento dos pacientes, transformando essa tarefa em algo mecânico e focado na medicação. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para nossa sociedade.

Em primeira análise, a saúde é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país, principalmente quando se trata de qualidade de vida. Hodiernamente, ocupando a décima terceira posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de saúde eficiente. Todavia, a realidade é o oposto, e o resultado desse contraste é claramente refletido no formato do atendimento clínico. Segudo o Médico Ortopedista Paulo Muzy, em uma entrevista a um podcast,  a maioria dos profissionais não tratam o paciente da forma correta. Pois, suas análises focam apenas na doença, assim, o estado emocional do enfermo é descartado, o que dificulta o prognóstico. A cerca disso, existe uma imaculada percepção da população para com a temática, que resulta em um consenso desfavorável para o hospital, porque abstem o povo de manter a confiança no mesmo.

Faz-se mister, ainda, salientar a ausência de medidas governamentais para combater o desleixo na saúde pública. Nesse sentido, tal problema vem permeando pela sociedade e culminando em uma série de problemas, a exemplo disso, vale ressaltar a qualidade do atendimento em hospitais particulares ser superior ao público. Assim, como informava o jornal G1 no ano de 2019, em uma época fora do período pandêmico, as unidades de atendimento do Sistema Único de Saúde sofriam com superlotação, promovendo filas exorbitantes e de caráter desumano. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jhon Loke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, debilitando a diginidade daqueles que necessitam do tratamento estatal.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa situação. Logo, cabe ao governo, por intermédio do Ministério da Saúde - setor responsável pela administração da saúde pública-, preocupar-se com a situação precária na qual a população geral está empregada. A fim de sanar os problemas de atendimento, tanto no quesito do profissional da saúde, como para a comunidade. O Estado deve distribuir e viabilizar o atendimento em locais estratégicos para o alcance de todos. Feito isso, o povo poderá confiar novamente na Carta Magna que rege seu país.