A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 17/11/2021
Desencorajado a falar e desinteressado em ouvir: eis a relação médico-paciente nos consultórios na atualidade. O paciente, previamente constrangido, não se abre completamente com o doutor, ou, devido ao destrato no atendimento, ignora o indicado. O resultado? um tratamento ineficaz. Em função desses problemas, é indispensável que retomemos o fator humano dessa relação, de forma que uma comunicação efetiva possa ser estabelecida.
Em primeiro lugar, devemos observar e entender que o paciente, previamente à consulta, pode já encontrar-se em estado de aflição: o medo do diagnóstico e a expectativa do julgamento são fatores que dificultam a comunicação essa comunicação, causando até mesmo que o sintomático evite a ida ao hospital.
O segundo problema dá-se devido ao incontentamento com o atendimento: sentindo-se o paciente destratado, ou mesmo desentendido, acaba por ignorar o médico por julgá-lo incapaz, ou mesmo por orgulho.
Portanto, é imprescindível que os médicos, como agentes tratadores, possibilitem, por meio da comunicação, uma ponte pela qual se tenha acesso aos sintomas que afligem o paciente, sendo essa a única maneira de produzir-se um tratamento eficaz. Para que isso ocorra, o médico deve deixar o paciente descontraido, deixando de lado juízos de valores e outros preconceitos, de forma que o paciente abra-se com ele. A relação deve tornar-se humana, e não simplesmente comercial.