A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 08/02/2022
No livro “Amor Líquido” do sociólogo Zygmunt Bauman, o autor cita que com o avanço do mundo tecnológico as relações tornaram-se mais efêmeras, os humanos realizam menos conexões. Logo, no cenário brasileiro isso não é diferente e afeta, inclusive, o campo medicinal. A falta da medicina humanizada é prejudicial, já que se deixa de colocar o paciente dentro de sua individualidade e gera diagnósticos de menor amplitude e não tão eficazes.
Primordialmente, vale destacar que tratar o paciente de forma individual é muito importante, porque cria um laço de confiança entre ele e o médico. Então, mesmo que a tecnologia favoreça o tratamento, ela não supre carência social, ou seja, não enxerga o paciente como “único”, já que segue padrões de programação. Isso faz com que seja necessária uma relação bem humanizada, entre indivíduos e indo além da máquina, para tratamentos mais eficazes, pois como considerava Dalai Lama, “Sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida em comunidade”.
Além disso, os procedimentos medicinais devem ser objetivos, entretanto, compreender as pessoas em suas individualidades é importante tanto para questão psicológica do paciente e também para a produção de um diagnóstico mais completo e eficaz, que ajude quem o recebe da melhor forma possível. Ademais, a OMS define saúde como não apenas ausência de doenças, mais como bem-estar pleno mental, físico e social, logo, deduz-se que a empatia dos profissionais favorece muito para manter a boa saúde da população no Brasil e também no mundo.
Depreende-se, portanto, que a medicina humanizada é crucial para o bem-estar dos brasileiros. Por isso, cabe aos Estados e Municípios organizarem cursos e palestras trimestrais e gratuitas para os profissionais envolvidos na sáude, que visem orientá-los sobre os procedimentos necessários e a importância de produzir-se uma humanização na medicina. Além de as Universidades incluírem nos cursos de graduação e pós, matérias que introduzam essa temática para os futuros profissionais e também é crucial uma iniciativa vinda dos próprios profissionais. Assim, as conexões tratadas em “Amor Líquido” poderão ser maiores e a saúde dos brasileiros melhor preservada.