A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 11/04/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a banalização da medicina humanizada é um fato social patológico para a saúde dos brasileiros. Sob esse viés, a desvalorização laboral e a desigualdade diatópica são as principais causadoras da desumanização em atendimentos.
Nesse panorama, o excesso de profissionais da saúde no mercado é um imperioso promotor da exiguidade de uma medicina humanitária no Brasil. Sob esse prisma, de acordo com dados do Ministério da Saúde, é pago cerca de 30 reais por consulta. Diante disso, tal dado comprova a desvalorização do médico no cenário atual, que se vê obrigado a trabalhar muitas horas para conseguir viver uma vida digna. Assim, os clientes acabam saindo prejudicados pela escassez de disposição de um trabalhador explorado. Nessa perspectiva, o Estado é criminoso nessa situação, pois não garante uma remuneração adequada a áreas imprescindíveis, como a medicina.
Ademais, a falta de equidade regional é um indubitável incentivador de um campo de labor cada vez mais desumanizado. Nesse prisma, o ex-presidente do Brasil Getúlio Vargas criou um órgão para desenvolver regiões menos favores historicamente, como o Nordeste. Contudo, a potência não foi atingida em sua totalidade, visto que a nação canarinha ainda sofre com a concentração de médicos no Sudeste e Sul. Dessa forma, há um sobrecarregamento nos formados das áreas mais remotas, tendo que desempenhar várias funções, como enfermagem.
Portanto, para que haja uma valorização da importância da medicina humanizada para a vida dos brasileiros, a União deve destinar mais recursos para o pagamento de pessoal, como assistentes de saúde, por intermédio do apoio de setores da opinião pública, como a classe média, com o fito de haver um país melhor e, conseguintemente, próspero. Somado a isso, o Ministério da Saúde deve criar um plano de incentivos a profissionais que se deslocarem para áreas com déficit de bachalerados, como salários maiores, por meio da ajuda da iniciativa privada. Por consequência, a questão da interlocução aos pacientes será melhorada.