A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 29/05/2022

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade somente progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os entraves relacionados à falta de medicina humanizada para a saúde dos cidadãos crescem exponencialmente no país. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: lacuna educacional e impassibilidade dos indivíduos.

Cabe mencionar, em primeiro plano, a lacuna educacional como agravante no revés. Para Paulo Freire, pedagogo brasileiro, as instituições de ensino precisam abandonar a metodologia exclusivamente tecnicista, para dar lugar a uma construção transformadora, embasada na conscientização social. No entanto, os espaços educativos, por vezes, ao passo que priorizam o conhecimento especificamente técnico, com disciplinas focadas no biológico e não no social, não preparam os indivíduos para ter empatia com os pacientes, o que, por consequência, ocasiona a desumanização presente na medicina moderna, focada na doença ao invés do humano. Dessarte, a abordagem das faculdades da saúde precisam ser repensadas.

Ademais, é notória a impassibilidade dos indivíduos como coadjuvante na questão. Acerca disso, o ‘‘Imperativo Categórico’’, conceito trabalhado pelo filósofo prussiano Kant, afirma que os indivíduos devem agir com base em ações que gostariam de ver aplicadas como uma lei universal. Porém, parte do tecido civil, em especial os profissionais da saúde, em vez de unificar o conhecimento teórico com a empatia - o que poderia ser feito mediante uma abordagem perene desde as instituições de ensino -, por exemplo, age com indiferença e descaso. Isso promove uma nefasta conjuntura de exclusão da humanidade nos pacientes, sendo tratados apenas como problemas biológicos.

Portanto, é necessário a adoção de medidas que aumentem a humanização da medicina no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação - incumbido das demandas educativas na nação -, por meio de uma alteração nos currículos educativos superiores, introduzir uma disciplina de abordagem mais humanizada com pacientes, a fim de desenvolver um senso de coletividade entre os profissionais. Somente assim, a tese Iluminista se concretizará.