A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 01/06/2022

Machado de Assis, em seu período realista, despiu a população brasileira e fez críticas aos comportamentos egoístas e superficiais, os quais definem essa nação. Não distante da ficção, observa-se aspectos similares no que tange à questão da medicina desumanizada no Brasil. Nesse sentido, são perceptíveis como causas do problema a negligência governamental, bem como a falta de empatia.

Nessa perspectiva, vale evidenciar que a indiligência do Estado é uma grave problemática impregnada na coletividade nacional. Segundo o Contrato Social, proposto pelo contratualista John Locke, é dever do Estado cumprir ações as quais assegurem o bem-estar coletivo. No entanto, a medicina humanizada no Brasil, embora obrigação do Estado, não encontra investimentos para se tornar realidade. A proposta de humanização da saúde no Brasil, por exemplo, foi implementada há mais de duas décadas, mas até hoje não foi devidamente colocada em prática. Assim, sem a atuação governamental, o problema persiste.

Ademais, cabe ressaltar a indiferença como entrave desse problema. Nessa perspectiva, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948, as pessoas devem se tratar com espírito de fraternidade. Contudo isso não acontece na prática, devido a rotina acelerada, a falta de amor e dedicação dos médicos à seus pacientes; tendo em vista que, uma simples conversa poderia amenizar a dor de quem procura a cura. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

É evidente, portanto, que há entraves para a medicina humanizada no Brasil. Dessarte, a fim de combater a insensibilização da medicina brasileira, é preciso que o governo, por meio do ministério da saúde , realize palestras e atividades com os profissionais da saúde, conscientizando a importância da essência humana na medicina, assim sendo discutida e incentivada a prática de habilidades para se comunicar, ouvir e oferecer sua porção humana a seus pacientes. Espera-se assim que os comportamentos egoístas e superficiais citados por Machado de Assis não venham mais a acontecer na realidade atual.