A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 30/05/2022
A Constituição de 1988, prevê em seu artigo 196 o direito social à saúde, pertencente a todo cidadão brasileiro. De maneira análoga a isso, a conciliação de um protocolo de saúde mais afetivo no qual a pessoa se sinta mais confortável e compreendida também deveria se fazer presente na lei. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o desconforto do enfermo e a dificuldade de um tratamento eficaz.
Em primeira análise, evidencia-se como diversos pacientes chegam aos profissionais da saúde assustados e confusos com determinados sintomas, porém muitas vezes não são escutados verdadeiramente pelos especialistas. Sob essa ótica, segundo informações da pesquisa da Universidade Católica de Pelotas, a atribuição de uma medicina humanizada gera uma decorrência de indivíduos mais satisfeitos e tranquilos. Dessa forma, é possível entender como uma melhora na compreensão dos médicos pode assegurar a confiança dos pacientes.
Além disso, é notório como esta falta de relação interpessoal pode acarretar em um obstáculo para diagnosticar e tratar de maneira eficiente. Desse modo, conforme os pontos destacados por Jean Piaget e Lev Vygotsky em seus estudos sobre desenvolvimento, apontaram a relevância da afetividade neste processo. Consoante a isso, este desenvolvimento pode ser visto neste eixo como a intimidade criada para que o profissional garanta que o paciente está confortável para entender e seguir o tratamento proposto.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar este contato entre trabalhadores da saúde e seus pacientes. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde, fazer uma reestruturação em como as pessoas serão atendidas, por meio de um novo prontuário que não fique apenas informações sobre as manifestações da doença, como também como o cidadão está reagindo emocionalmente, a fim de que possa aperfeiçoar os atendimentos e sua compreensão sobre.