A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 06/06/2022

A questão da importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros, apesar de não ser amplamente discutida, é um problema muito expressivo no Brasil. A gravidade do qudro é evidenciada ao procurar um serviço de saúde, um paciente pode estar aflito, inseguro e fragilizado pela suspeita de um problema. Esse contexto desafiador persiste tanto pela pressão dos familiares quando pelo retorno financeiro.

Em primeira análise, evidencia-se que a pressão dos familiares prejudica a escolha do curso, pois muitos indivíduos ficam em dúvida sobre qual faculdade cursar e por pressão familiar acabam escolhendo medicina. Sob essa ótica, segundo uma pesquisa feita pela Universidade Anhembi Morumbi, revelou que 27% dos estudantes têm dúvidas sobre o mercado de trabalho e a influência exercida pelos pais na escolha da carreira pode ser percebida na predominância da carreira na área da saúde. Dessa forma, o indivíduo fica confuso e conclui o sonho de seus familiares, se tornando um profissional insatisfeito.

Além disso, é notório que a área da saúde é reconhecida como uma área de status e com excelente retorno financeiro, a medicina nem sempre é uma escolha decorrente da paixão pessoal. Desse modo, muitos desses profissionais se tornem estressados e sem interações com seus pacientes e colegas de trabalho por inserir uma rotina extremamente cansativa. Consoante a isso, o atendimento médico se torna menos propensos à escuta o que infelizmente causa um tratamento menos humanizado, para ilustrar o personagem Dr Evandro da série sub pressão, é um ótimo médico, entretanto, trata colegas e pacientes de forma arrogante.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham combater a medicina humanizada, cabe o ministério da educação, incluir na grade curricular dos cursos da saúde, que visem o cuidado com o próximo de forma empática, como também o oferecimento de palestra em locais públicos, abordando a necessidade das escolhas profissionais serem individuais sem pressão familiares, com o objetivo de formar profissionais que atuem de maneira humanizada. Somente assim, a gravidade do quadro seria resolvida.