A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 22/06/2022
Em meados do século XX, o escritor autríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido perseguições nazistas na europa. Impressionado com potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é ainda permeado nos dias atuais: “Brasil, país do futuro”. Contudo, ao observar a humanização na medicina atual, é licíto afirmar que a profecia do autor não se concretizou, uma vez que, a lenta mudança da mentalidade social e as longas horas de trabalho de profissionais da saúde influenciam na persistêcia desse cenário negativo.
Primeiramente, é indubitável que a questão da lenta mudança da mentalidade social é um grande responsável pela complexidade do problema. De acordo com Durkeim “o fato social é a maneira coletiva de pensar”. Nessa ótica, quando inserido em um contexto social, a tendência é adotar esse mesmo comportamento. Portanto, a partir do momento em que médicos trabalhe para curar uma doença, com pensamento de concluir tal obrigação para realizar a proxima, de maneira em que o foco é apenas a doença e não o paciente em si, essa forma de trabalho e de pensamento passará para outros profissionais, fazendo com que esse pensamento coletivo deixe a solução do problema ainda mais complexa.
Outrossim, é notório ressaltar que as longas jornadas de trabalho dos profissionais da saúde é outro fator que intensifica a gravidade do problema. De acordo com site de notícias do G1, esses profissionais ja chegaram a ter mais de 96 horas de jornadas semanais, seguidas. Nesse sentido, esses trabalhadores, muita das vezes passa por pressão do capital, sendo sobrecarregados com longas horas de trabalho, deste modo, eles terão pouco tempo de descanso, sendo dificil garantir uma proposta de atendimento médico diferenciada, que coloca as necessidades dos pacientes em primeiro plano.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre este problema. Logo, é necessário que hospitais privados, em parceiria com o SUS, proporcionem a criação de palestras educativas, a serem desenvolvidas nos própios hospitas. Sendo eles, também, os própios organizadores, fazendo com que médicos veteranos sejam os intermédios dessas palestras, por meio de atividades práticas e dinâmicas, de modo a proporcionar uma boa orientação sobre a humanização na medicina atual, a fim de efetivar a elucidação aos profissionais da saúde sobre o problema tratado.