A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 04/06/2022
A Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS), define que saúde não é apenas ausência de uma enfermidade, mas um estado completo de bem-estar físico, social e mental. Sob essa ótica, apesar da medicina ter avançado nas últimas décadas com o auxílio da tecnologia, seja em procedimentos ou equipamentos, a escassez de humanização na saúde é uma realidade de muitos brasileiros. Dessa maneira, a falta de profissionais qualificados e a desumanização no tratamento são fatores que contribuem para esse impasse.
Primeiramente, evidencia-se que os avanços tecnológicos, o excesso de consumo e o individualismo influencia na formação de profissionais. Nessa perspectiva, cursar uma faculdade apenas por dinheiro ou status social contribui para o estresse do dia a dia, deixando os profissionais da saúde desmotivados. Relacionado a isso, para o filósofo grego Hipócrates, o homem que é considerado saudável possui estado físico e mental em perfeito equilíbrio, porém essa realidade não ocorre na prática para toda a população. Dessa forma, medidas cabíveis a esse problema necessitam ser realizadas.
Além disso, a ineficiência dos cursos de saúde do Brasil no preparo de profissionais sobre como ter relações mais humanizadoras com os seus pacientes é perceptível. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, deveria garantir ao cidadão acesso de qualidade à saúde, contudo, esse direito constitucional é negligenciado no atendimento onde pacientes se sentem julgados por insinuações culpabilizadoras. Ademais, o profissional da saúde deveria ouvir e enxergar o outro, independente da sua cor, raça, gênero ou condição financeira, logo todos são dignos de humanidade. Desse modo, observa-se como esse problema promove vulnerabilidade.
É evidente, portanto, a necessidade de soluções para amenizar os desafios com a falta de medicina humanizada no país. Por isso, o Ministério da Educação - órgão responsável pelo sistema brasileiro de educação - deve disponiblizar palestras e campanhas em locais públicos, por meio de comitivas itinerantes sobre a necessidade da escolha profissional ser individual, sem pessões socias. Ainda masi, o governo deve inserir na grade curricular disciplinas que visam tratar o paciente de forma mais empática, tendo a finalidade de formar profissionais mais humanos. Assim, os cidadãos brasileiros terão bem-estar físico, social e mental.