A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 02/06/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase na prática quando se observa a importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamen-

tais para combater o problema. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a polí-

tica deve ser utilizada a modo que por meio dela o equilibrio seja alcançado. Diante do exposto, percebe-se a situação deplorável dos hospitais públicos brasileiros, deixando a população violada e sem amparo social, implicando no direito garantido na Constituição. Essa conjuntura, segunndo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social” , já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis como à saúde, o que é infelizmente evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a obsolência do Sistema Único de Saúde como empecilho. Segundo o sociólogo frânces Émile Durkheim, afirma que os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. De maneira análoga a isso, obverva-se um sistema patológico, em crise, rompendo com a harmonia social. Em suma, um sistema doente,sem funcionalidade, deve ser trocado por outro que favoreça a coletividade, visto que, um corrompido não favorece o progresso coletivo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde -orgão responsável pela saúde dos brasileiros- promova uma reforma no SUS através de investimentos na formação dos médicos, a fim de transformar o olhar do profissional para com seu paciente. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, na qual, o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”., tal qual afirma John Locke.