A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 03/06/2022

A série “Grey´s Anatomy” relata a rotina hospitalar de jovens estudantes de medicina e seu convívio diário com pacientes, o qual, por muitas vezes, deixa de ser apenas trabalho e influencia na vida vida pessoal também. Em uma realidade divergente à série citada, encontra-se a medicina humanizada no Brasil e sua importância na saúde dos cidadãos. Isso se deve não só ao individualismo social, como também à ausência de investimentos.

Primordialmente, é importante fomentar a mentalidade individualista brasileira como obstáculo ativo na problemática. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, caracteriza a atual “modernidade líquida” vivenciada no século atual. Dessa maneira, torna-se válido apontar que a rotineira falta de empatia com o próximo reflete no país o descaso na saúde no que tange ao atendimento humanizado, gerando profissionais formados teoricamente, porém ignorantes no convívio social com pacientes, realizando, assim, consultas robotizadas sem priorizar verdadeiramente o cidadão em si.

Ademais, faz-se mister, ainda, salientar a falta de investimento na educação emocional e social de estudantes de medicina. De acordo com John Rawls, em sua obra “Uma teoria da justiça”, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores públicos, promovendo uma igualdade de oportunidades a todos os cidadãos. Desse modo, é possível concluir que a pouca interação dos alunos com a realidade dos pacientes e a negligenciação da medicina familiar contribuem cada vez mais no impedimento da solidificação social, formando médicos alienados quanto a realidade social brasileira.

Portanto, medidas são imprescindíveis para solucionar o impasse. As instituições de ensino, em conjunto com os governos estaduais, devem promover maior convivênvia dos alunos com as famílias brasileiras, por meio de visitas às casa com pacientes debilitados juntamente com palestras de médicos já formados no âmbito educacional. Tais visitas serão regulares não só as casas, mas também aos hospitais, apresentando aos estudantes a real futura rotina médica. Espera-se, com essas ações, a formação de médicos sensíveis em relação aos pacientes.