A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 07/06/2022
Segundo Dalai Lama, monge budista e líder espiritual tibetano, a arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. De maneira análoga a isso, é válido citar a impotância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros, vis-to que é comum observar a falta de empatia e de escuta do paciente por parte de alguns médicos e enfermeiros. Nesse prisma, faz-se necessário analisar as causas dessa problemática, seja por uma pressão social e familiar na formação do profis-sional da saúde, seja pela falta de auxílio psicológico aos clínicos.
Efetivamente, evidencia-se uma pressão social e familiar na formação de muitos profissionais da saúde. A esse respeito, um estudo feito pela Doctoralia, plataforma mundial de agendamentos e consultas on-line, 37% dos pacientes reclamam da fal-ta de atenção médica e dificuldade de comunicação nas consultas. Dessa forma, muitas pessoas se sentem pressionadas em cursar uma faculdade da área da saú-de apenas por retorno financeiro, status social ou para satisfazer a família, causan-do assim, um estresse diário e consequentemente uma desumanização no trata-mento dos pacientes.
Além disso, é notório a falta de auxílio psicológico aos profissionais da saúde co- mo um dos principais agentes da precariedade do atendimento hospitalar e clínico no Brasil. Nesse sentido, segundo uma pesquisa feita em 2022 pela revista Veja, cerca de 95% dos clínicos que atuaram na linha da Covid-19 são suscetíveis a de-senvolverem depressão e ansiedade. Desse modo, fica evidente que os médicos e enfermeiros também podem ter problemas como os pacientes, que ficam exaustos mentalmente depois dos plantões, e que esse cansaço mental pode em muitos ca-sos impedir uma consulta mais humana e paciente.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a medicina humanizada no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, em concomitância com o Ministério da Saúde, realizar palestras em locais públicos, abordando a ne-cessidade das escolhas profissionais serem individuais, sem pressões sociais e fa-miliares, como também desenvolver programas de auxílio psicológico dentro e fora de hospitais e clínicas,