A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 03/06/2022

Na série americana “Greys Anatomy”, a médica Izzie Stevens doa grande quantia para a abertura de uma clínica pública no mesmo espaço do hospital privado, trazendo pessoas de baixa renda para serem tratadas e ocasionamente escutando diversos relatos de alívio por finalmente possuírem um bom atendimento hospitalar. Com base nesse viés, é fundamental discutir a principal razão para o sistema particular de saúde ser mais humanizado do que o sistema público.

Para isso, primeiramente, vale relembrar o contexto histórico em que somente pessoas poderosas possuiam acesso a medicina e esta prática era residencial e extremamente cuidadosa. Tal situação ocorria, pois, o povo privilegiado se preocupava somente com a integridade de sua família, mediocrizando a população pobre. Após séculos, este público começou a receber tratamento especializado através do Sistema Único de Saúde, o SUS. Contudo, a procura por estes locais é enorme e o sistema não está apto para receber tanta demanda. Ocassionando filas imensas e obrigando os profissionais a trabalharem de maneira corriqueira, para atender a todos.

Com efeito, é nítido que a falta de acesso a uma rede privada se perpentua por gerações que lidam com esperas enormes e até mesmo, grande grosseria dos profissionais, estes que estão cansados psicologicamente, já que trabalham muito e ganham pouco. Dificultando, assim, o cuidado com o tratamento humanizado. Situação esta que podemos observar na série brasileira “Sob Pressão”, com a médica Carolina que muda do hospital particular para o público e tem que se adaptar rapidamente a realidade do hospital público, levando-se a exaustão logo nos primeiros episódios da série.

Portanto, a medicina humanizada precissa urgentemente ser mais acessível. Para isso, é fulcral que o Ministério da Saúde trabalhe para oferecer condições melhores aos profissionais da saúde. Essa iniciativa ocorrerá por meio da implantação de palestras e a contratação extra de empregados para auxiliarem os médicos no quesito psicológico. Afinal, relatos como os dos pacientes da doutora fictícia Izzie Stevens, devem ser frequentes.