A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 03/06/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta da medicina humanizada na a sáude dos brasileiros, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro: a negligência governamental e a falta de preparação nos atendimentos.

Em primeira análise, é valido ressaltar que a ausência de medidas estatais é um dos principais agravantes da problemática. Segundo o filósofo alemão Hannal Arendt, “A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Assim, fica claro que este ideal se vê indeferido, tendo em vista que o menoscabo por parte das autoridades é, infelizmente, muito evidente no país, o que é simplesmente incabível, levando em consideração que a proposta para humanizar a área da saúde no país teve início durante o começo do século.

Outrossim, faz-se necessário destacar o despreparo de muitos profissionais durante os atendimentos como outro fator que contribui para a manutenção desse entrave. Nesse viés, de acordo com o escritor brasileiro Machado de Assis, “A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico”. Sob essa ótica, é notório que os capacitados devem ser melhor qualificados quando se trata do contato para com o paciente. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar, uma vez que essas ações tornam o Brasil um país retrógrado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de mitigar esses impasses. Dessarte, a fim de garantir uma medicina mais humanizada, é imprescindível que o Governo, no encargo do Ministério da Saúde - por intermédio de projetos, como minicursos, que possam capacitar os habilitados, e de eventos pedagógicos - coloque em prática planos que possam acurar o atual panorama social, que se vê desatendido. Espera-se, assim, que a afirmação de Machado de Assis seja validada fora da ficção.