A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 06/06/2022

Conforme elucida a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado assegurar o acesso à saúde e, consectariamente, à qualidade de vida de todos os cidadãos brasileiros. Todavia, esse princípio não é exercido em sua totalidade, haja vista que o estigma relacionado ao vírus HIV vai de encontro com o acesso aos meios de profilaxia e de tratamento da doença. Nessa perspectiva, faz-se relevante a negligência governamental, bem comoa parcela discriminatória por parte social.

Sob essa ótica, é primordial destacar a teoria da ‘‘Sociedade do Consumo’’, abordada principalmente pelo filósofo Zygmunt Bauman, a qual diz sobre uma sociedade em sua etapa mais avançada tecnologicamente cujo consumo em massa é exorbitante. Isso se relaciona ao cenário atual uma vez que a comunicação entre a mídia e os telespectadores é fácil e cotidiana. Contudo, não há, infelizmente, interesse por parte governamental em utilizar-se desse meio tão poderoso para a disseminação de informações acerca da doença, apesar da falta de conhecimento populacional ser o principal aspecto que favorece a sua persistência.

Posto isso, cabe apontar o descaso não só com a doença mas com os portadores dela, visto que apesar de dita tão evoluída, a sociedade ainda mantém um cenário de discriminação e de tabu quando se trata de doenças sexualmente transmissíveis. De maneira análoga à realidade, é importante apontar a teoria da filósofa Djamila Ribeiro, a qual diz que é indispensável que se tire as situações da invisibilidade, a priori, para que soluções possam ser promovidas e de fato efetivadas. Desse modo, é necessário que haja o rompimento do estigma por parte social, principalmente dos jovens, tendo em vista que o preconceito com o assunto atrasa a resolução do problema.

Infere-se, portanto, que cabe ao Estado, na figura do Ministério da Saúde, promover vídeos didáticos e palestras ministradas por profissionais da saúde, por intermédio de parcerias com grandes influenciadores digitais que possam transmitir ao vivo nas redes sociais e na plataforma televisiva em horário nobre, a fim de não só divulgar informações acerca de medidas preventivas e os tratamentos do HIV, mas também com o intuito de levar ao maior público possível de forma que rompa o estigma e cumpra o que é instituído na Carta Magna.