A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 14/06/2022
No processo de promoção da saúde, colocar um nariz de palhaço e contar piadas pode fazer toda a diferença para a evolução de um paciente. Sendo assim, projetos como “médicos da alegria” trazem a necessária humanidade para o exercício médico. No contexto nacional, ela é de grande importância, pois é parceira de uma recuperação mais rápida, além de melhorar a relação médico-paciente. Em contrapartida, sua aplicação ainda é ínfima e carece de mais disseminação prática.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que, em qualquer relacionamento, a comunicação é a base para o sucesso. Com isso, o quadro “O médico e a boneca” de Norman Rockwell, mostra um médico que utiliza do imaginário infantil para ganhar a confiança da sua pequena paciente, compreende o seu contexto e se aproxima dela com suavidade. Esse tipo de abordagem configura-se humanística, sendo fundamental para quem exerce manejo de vidas. Ademais, há liberação de ocitocina, produto hipotalâmico, por exemplo, em atitudes afetuosas e de amor, o que pode ser estimulado por um tratamento carinhoso e respeitoso com o atendido. O hormônio causa, então, diversos efeitos psicológicos e físicos positivos, como redução da ansiedade, e é potencializadora da recuperação.
Todavia, a humanidade na medicina ainda é pouco presente. Na realidade, o que ocorre são cenários extremamente desumanos, com uma marcada sobrecarga do sistema de saúde público e filas enormes. O quadro citado gera, também, um peso excessivo sobre o profissional de saúde, que se encontra incapaz de realizar suas funções como deveria. Não obstante, a Constituição de 1988 define a saúde como um direito da população e um dever do Estado, que se revela ineficaz, pois não investe o suficiente para desafogá-la. Isso ficou perceptível com a pandemia de Covid 19 que, em 2021, obteve mais de quatrocentos mil mortes, segundo a Agência CNN (Rede de Notícias a Cabo).
Destarte, o Estado precisa lidar com a saúde brasileira de forma emergencial. Logo, a estratégia mais eficiente e barata é investir em saúde preventiva (por propagandas que eduquem o interlocutor), evitando, assim, a sobrecarga dos hospitais. Por fim, o médico terá mais tempo de qualidade com o paciente.