A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 05/10/2022
Em meados dos anos 2000, a série House M.D. trazia um médico ranzinza e mau humorado que até resolvia o problema do paciente, porém, seu sarcasmo e apatia causavam uma má impressão daqueles que eram tratados por ele. Fora da ficção, o mesmo ocorre com a falta de humanização da medicina no Brasil. Seja pela dificuldade que os profissionais tem em lidar com pessoas ou por exigências de tempo que acabam sendo absurdas demais.
Diante desse cenário, o problema em lidar com o outro ser humano torna-se um viés dificultador ante a resolução da problemática. Isto é, as reclamações envolvendo a área de saúde quanto ao atendimento são diárias, seja na recepção onde não dão instruções corretas, seja com os auxiliares ou médicos que têm procedimentos agressivos demais aos pacientes como, por exemplo, a manometria que, por sua vez, possui uma baixa aceitação em pessoas com problemas respiratórios, e mesmo assim é muito utilizada sem consultar o paciente primeiro. Logo, é necessário que alguns procedimentos sejam recomendados aos profissionais do ramo. O livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” de Dale Carnegie retrata acontecimentos parecidos e da importância que tem o ato de ouvir dentro de uma conversa, assim, melhorando o ato de ouvir o próximo dos trabalhadores.
Além disso, as exigências de tempo dos empregados do hospital acaba refletindo negativamente na qualidade do tratamento, logo, tornando-se um empecílio no que tange a resolução da problemática. Por exemplo, em hospitais que integram o programa SUS o tempo de atendimento é limitado, assim, comprometendo a forma e a descoberta de novos problemas da pessoa. Então, é necessário uma mudança, uma consulta online conseguiria resolver diversos casos e poupar o tempo das clínicas.
Logo, uma intervenção é necessária. O Estado, por exemplo, o Ministério da saúde poderia promover a medicina humanitária através de campanhas divulgando os benefícios no atendimento bem feito e parabenizando com medalhas ou com prêmios monetários aqueles que exercem plenamente o humanismo, assim, estimulando a humanização da medicina no Brasil.