A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 01/11/2023

“A saúde é direito de todos e dever do estado”. Determinada no artigo 196 da Constituição Cidadã de 1988, a lei brasileira compreende que a saúde da população deve ser pública, de excelente qualidade e oferecida de forma universal em todo território brasileiro. Todavia o que se observa é o total descaso governamental frente aos recursos para a garantia da manutenção da importância da medicina humanizada para saúde dos brasileiros. Nesse sentido, motivada tanto pela displicência do Governo na falta de estrutura de qualidade, quanto a ausência de empatia dos profissionais da saúde, alvo de constantes queixas por parte do cidadão, pressupõem uma discussão sobre essa problemática.

Primeiramente, diferente do que é observado na prática, a saúde do brasileiro está distante da integralidade e humanidade proposta pelas diretrizes do SUS, previstas na Lei 8080/90. Nesse contexto, o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As cidadanias Mutiladas”, afirma que a cidadania atinge a plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, são homogeneamente desfrutados. Todavia, a passividade do Estado distancia a população negligenciada dos direitos constitucionais garantidos. Dessa forma, enquanto o Estado negligênciar suas responsabilidades, o problema perdurará e os direitos dos cidadãos, mutilados.

Ademais, a falta de empatia entre os profissionais da saúde, potencializa esse cenário. “Conheça todas as técnicas, mas ao tocar a alma humana, seja apenas outra alma humana”, a célebre frase de Carl Jung reflete o principal problema do atendimento à saúde: a falta de humanização. Longas esperas, filas quilométricas, falta de estrutura, equipamentos defasados ou quebrados e indiferença profissional, são apenas alguns dos impasses encontrados pelos pacientes, principalmente os que dependem do setor público, o que torna a saúde pública de má qualidade e por vezes desumana.

Diante do exposto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, investir na infraestrutura de postos e hospitais, na aquisição de novos equipamentos e agilidade no atendimento. Bem como, estimular universitários da área da saúde a ter contato mais próximo a comunidade, com a finalidade de fomentar um atendimento mais pessoal e humanizado, sendo obrigatório o treinamento e oficinas de capacitação no atendimento de todos os profissionais do meio. Assim, à luz da perspectiva de Carl jung, será possível mitigar a falta de humanização na saúde e assegurar os direitos constitucionais aos cidadões brasileiros.