A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 18/09/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal dispõe que todo poder emana ao povo. Conquanto, a realidade não condiz com tal advento, o que mostra-se uma problemática a ser enfrentada. Isso se evidencia não só pela falta de engajamento popular, como também pelo descaso governamental.

De acordo com o Instituto Data Popular, apenas 40% dos jovens admitem entender de política e 70% acredita que o voto já capaz de alterar a situação atual. Tal dado faz-se alarmante, posto que, com a ausência de representatividade e a descrença da população é um problema que acarreta o pouco envolvimento e preocupação com a administração do país. Ademais, é notório que o número de votos brancos e nulos só aumentam a cada nova eleição. Sendo assim, torna-se inaceitável que os indivíduos não se envolvam e participem da organização do Brasil.

Outrossim, a negligência governamental é um fato estarrecedor, visto que, sem uma educação política, os obstáculos tornam-se maiores. Consoante ao mais importante líder da África Negra, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Nesse sentido, é inadmissível que as autoridades responsáveis não tratem a instrução dos cidadãos como prioridade e omitam-se sobre suas obrigações.

Infere-se, portanto, que medidas dever ser tomadas. Segundo o filósofo Platão, “o castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus”. Desse modo, urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Cidadania, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva projetos já pré-determinados pela Constituição, garantindo todos os direitos democráticos, além de incentivar, por meio das escolas, núcleos de debates e mais aulas de História e Sociologia, com o intuito de ter pessoas que cooperem para a cidadania do país. Dessa forma, poder-se-á aproximar-se da Carta Magna, e, por conseguinte, ter bons que fazem atos políticos.