A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 11/09/2019

Em Atenas, importante cidade-estado da Grécia Antiga, a cidadania se fundamentava no exercício dos direitos políticos. Nesse sentido, é possível perceber um contraste com a atual sociedade brasileira, em que uma grande parcela dos indivíduos não exercem esses direitos e comprometem a efetivação da cidadania. Assim, alguns fatores como alienação dos indivíduos e fatores sociais corroboram para esse cenário de indiferença com a participação política.

Convém ressaltar, a princípio, que o modo de vida das sociedades contemporâneas contribuem para a alienação dos cidadãos. Karl Marx, sociólogo alemão, entendia alienação como a falta de contato que o trabalhador tinha com o produto que produzia, possibilitando uma dominação por parte do capitalista, dono dos meios de produção. De forma análoga, os cidadãos, devido a intensa rotina de trabalho, se encontram distantes dos assuntos políticos e adotam uma postura apática que compromete o exercício de ser um cidadão engajado.

Vale destacar, também, que o Brasil possui aspectos sociais dificultantes para a participação política. De fato, muitos são os casos de corrupção e descaso com o interesse da população, que provocam na sociedade uma descrença nessas instituições. Prova disso são os dados divulgados pelo G1, em que o número de abstenções, votos brancos e nulos, somaram mais de 30%. Logo, fica claro que o exercício da cidadania por meio dos direitos políticos é seriamente comprometido nesse cenário de desconfiança nas instituições públicas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto eficaz para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, atividades interativas, e a inserção de uma disciplina específica sobre cidadania e política, a fim de que sejam formados cidadãos conscientes do seu papel na sociedade e engajados com os assuntos públicos, exercendo plenamente a cidadania.