A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 12/09/2019
As problemáticas que envolvem a importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil são, até para os olhos menos atentos, umas das maiores adversidades da atual sociedade. Assim como Aristóteles afirmou na Grécia Antiga, o homem é um animal político, e para que essa natureza seja efetivada, é necessário que o ser humano participe ativamente na pólis, ou seja, no seu território. Contudo, atualmente, o que ocorre é um desinteresse por grande parte da população pelo que realiza-se dentro das instituições governamentais, de modo a levar a profundas consequências na estrutura administrativa do país. Nessa dinâmica, cabe a análise de duas direções: o aumento da corrupção nos últimos anos e a falta de informações sobre a necessidade de participar da política do país.
Ao partir dessa realidade, Eça de Queirós estava certo ao predispor que políticos e fraldas devem ser trocadas de tempos em tempos pelo mesmo motivo, pois, dessa forma, não há o acúmulo de corruptos, no caso dos homens públicos, ou de detritos fecais, no caso das fraldas. É nesse sentido que o aumento ininterrupto da corrupção nos últimos anos torna-se um problema, visto que os cidadãos brasileiros que elegem seus representantes por meio da democracia, vem participando politicamente de forma apenas obrigatória e irrefletida, e não de maneira a efetivar seu exercício de cidadania, de modo a contribuir ainda mais para o desordenado cenário político do país.
Em conformidade com a realidade já apresentada, a falta de informações sobre a necessidade de participar da administração do Brasil corrobora de maneira significativa para a problemática. Immanuel Kant enunciou que o ser humano é aquilo que a educação faz dele, de forma que, na atualidade, com uma educação escolar fragilizada, assuntos políticos são pouco debatidos em sala de aula, de modo a a levar a criança e o adolescente a uma formação incompleta no que tange esse assunto, de maneira que esses tornam-se adultos leigos quando a questão é a política do país.
Logo, cabe a Receita Federal, em parceria com o Ministério da Educação, destinar uma maior parcela dos impostos arrecadados para as escolas públicas, para que essas insiram, nas aulas de sociologia, filosofia e história, as diretrizes administrativas do Brasil, de modo a formar adultos politicamente mais informados e conscientes, que iram, futuramente, contribuir ativamente na política do país e que, por consequência, ajudaram a diminuir o alto índice de corrupção no país, de forma a buscar uma sociedade brasileira mais justa e igualitária.