A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 08/10/2019

Consoante o sociólogo britânico T. H. Marshall, para que o indivíduo se torne um cidadão, ele deve participar da política do seu país. No entanto, atualmente, a população brasileira é muito passiva no que diz respeito à participação política para a efetivação da cidadania. Nesse cenário, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a afim de resolver essa inercial problemática.

Em primeira análise, é importante citar que a elaboração da Constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, garantindo a eles o direito à vida e a participar da política. Entretanto, o desconhecimento e a falta de interesse da sociedade sobre o assunto agravantes do quadro de alienação das pessoas. Além disso, há a crise de representatividade, assim como foi visto nos protestos que ficaram conhecidos como ‘‘jornadas de junho’’ em 2013. Esses fatores contribuem para a perpetuação dos problemas sociais no país. Logo, devem ser modificados.

Por conseguinte, pode-se notar o comodismo dos governantes, uma vez que não são cobrados pela população, não agem para melhorar os problemas do país. Essa situação configura, segundo o contratualista John Locke, uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de seus direitos imprescindíveis para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade. Isso colabora para a manutenção de uma sociedade baseada na desigualdade de acesso a direitos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o quadro atual. Para que os indivíduos brasileiros não sejam mais alienados politicamente, urge que o Ministério dos Direitos Humanos em parceria com as escolas criem campanhas. Essa ação deve divulgar mais informações sobre a noção de cidadania e de participação política (não apenas o voto), por meio da disponibilização de profissionais capacitados sobre o assunto. Assim, será possível garantir que as pessoas usem de seus direitos cedidos pela Constituição Federal e o indivíduo se tornará um cidadão de acordo com T. H. Marshal.