A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 26/10/2019
Aristóteles, filósofo grego, dizia “o homem é um ser político”. No entanto, paulatinamente, essa participação popular vem diminuindo no Brasil, pois não há ensino da ciência política nas escolas. Por causa de tal fato, a efetivação da cidadania nesse país será comprometida. Logo, é imprescindível encontrar uma forma de amenizar essa problemática.
Antes de tudo, é importante ressaltar a relação da participação política com a efetivação da cidadania. Rousseau, teórico político iluminista francês diz, em seu livro “O contrato social, que a população deve, além de escolher os representantes do Estado, decidir sobre as ações deste. Caso contrário, não haverá cidadania e, como consequência, os interesses da federação não serão aqueles do povo.
Entretanto, infelizmente, observa-se menor participação política da população, sobretudo nos mais jovens. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a porcentagem de votos nulos e brancos nas eleições de 2018 aumentou, já a quantidade de eleitores menores de dezoito anos diminuiu. Isso ocorreu não só porque a geração anterior esteve presente no processo de Redemocratização brasileira, mas também pelo fato de não existir o ensino da cidadania, como disciplina, em grande parte das escolas. Isto é inadmissível porquanto o povo perde o controle nas decisões do Estado.
Portanto, a participação política é essencial para a efetivação da cidadania no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve promover aulas sobre este tema. Isso será feito por meio de palestras em outro turno ou tornando-o uma disciplina obrigatória. Ademais, como parte prática, os alunos podem ter o direito à formação de grupos a fim de expressar suas vontades. Espera-se, então, a longo prazo, a consonância entre as decisões do Estado e a vontade dos cidadãos, assim como acontecia na Grécia Antiga a qual Aristóteles baseou sua teoria.