A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Voto, manifestações, participação em agremiações como partidos e sindicatos. Foi durante os séculos XVII e XVIII, que a cidadania deixou de ser exclusiva dos nobres e passou-se, especialmente após a Declaração dos direitos humanos, a ser um direito de todos. Nesse sentido, a participação política é imprescindível não só para a concretização da cidadania, mas também como forma de combater os diversos problemas sociopolíticos nacionais que ameaçam o acesso aos direitos fundamentais.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que é por meio da participação popular que há alterações no contexto histórico e social . Isso ocorre porque leis e direitos são construídos em conjunto, pelo Estado e pela população, de acordo com as exigências de cada época. Sob esse âmbito, pode-se destacar a importância das manifestações durante a década de 80, interferindo no processo de formulação da Constituição de 1988. A participação das mulheres, por exemplo, no movimento conhecido como " Lobby do Batom",  que conquistou igualdade jurídica entre homens e mulheres. Isso demonstra, afinal,  a importância da população na construção da democracia.

Cabe mencionar, em segundo plano, que o exercício da cidadania ainda não é pleno. Devido ao processo de formação histórica do Brasil, o exercício da participação política acaba sendo desvalorizado ou dito ineficaz, visto que apresenta um alto potencial corruptível pelos governantes. Por consequência, essa crise na representatividade coloca  em risco a própria cidadania, uma vez que - de acordo com uma pesquisa do “Pew Research Center” em 2018 - 61% dos brasileiros não acreditam mais na democracia,   o modelo de governo que vem sendo aperfeiçoando desde a Grécia Antiga. Sendo assim, discutir e entender  a importância da cidadania na contemporaneidade é fundamental para reformulação da política brasileira.

Fica evidente, portanto, que a cidadania e a  participação política são essenciais para o país. Cabe ao Ministério da Educação incentivar escolas,  de nível fundamental e médio, a inclusão de projetos escolares que busquem a formação política dos  alunos. As escolas devem abordar em sala, com aulas de filosofia e História, com vista a explicitar a relevância do assunto e esclarecer a contribuição histórica da participação dos cidadãos ao desenvolvimento do país. Por consequência, viabilizar o hábito da ação política por meio do apoio a iniciativas como os grêmios estudantis e à formação de lideranças juvenis. Ao observar o exercício da cidadania na escola, o aluno compreenderá melhor o seu papel na construção da sociedade.