A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Na “Grécia Antiga”, só eram considerados cidadãos os homens com mais de 21 anos, que fossem atenienses e filhos de pais atenienses, o que caracterizava uma democracia altamente excludente. Entretanto, era imperioso que esse indivíduo participasse ativamente da vida política a fim de trazer a público as questões referente à pólis. Paralelamente, nos dias atuais, a expressão popular através do voto, na democracia representativa brasileira,  é algo significativamente importante para a manutenção dos direitos da população no país. Contudo, alguns empecilhos surgem no cenário político, que acabam por frear a participação das pessoas no processo eleitoral, os quais as privam da plena consolidação  da cidadania. Entre eles, destacam-se a descrença na política vigente e a baixa atuação Estatal.

Primeiramente, é necessário aponta que as brigas entre partidos de Direita e de Esquerda, bem como as falsas promessas de campanhas, associados aos ínfimos resultados apresentados, têm levado parte da população à desacreditar nos agentes governamentais. Isso é confirmado, pois segundo pesquisas do Instituto Data Popular realizadas em mais de 100 cidades do país, cerca de 75%  dos entrevistados não confiam nos políticos, nem nos partidos. Dessa forma, percebe-se que o cenário político brasileiro entra em um estado de crise, o qual tende a afastar a sociedade da efetivação da cidadania.

Ademais, é importante pontuar que a pouca participação dos indivíduos perante essa questão, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que influenciem os cidadãos a exercer seus diteiro cívicos, como o voto. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar que o Estado, apenas, durante períodos de eleições promove algumas poucas propagandas televisivas com o intuito de convencer o eleitor à votar. Nessa esteira, de acordo com o filósofo Aristóteles, a democracia só é exercida perante a participação efetiva do cidadão na vida pública. Depreende-se, portanto, que para o exercício da cidadania,a atuação do Estado é fundamental.

Desse modo, com a finalidade de orientar o cidadão para a importância de exercer sua cidadania através da participação política, é fundamental que o Estado intervenha. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura deve, por meios de impostos arrecadados, financiar a realização de um projeto pedagógico sobre a relevância do cidadão diante das questões públicas de sua sociedade - com a efetuação dentro das escolas, o qual deve integrar atividades lúdicas, debates em sala de aula, e palestras que contem com a participação dos pais ou responsáveis. Com isso, o objetivo do projeto é estimular os jovens no tangente à participação política em suas cidades, de modo que o aprendizado ultrapasse os muros das instituições escolares e, com isso, auxilie na formação de cidadãos  mais conscientes e ativos, de acordo com a lógica aristotélica.