A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 25/05/2020

Na Grécia Antiga, a participação popular nas decisões para o governo Ateniense era comum, visto que existia uma ligação benéfica entre o poder público e os cidadãos. Atualmente, no Brasil, a participação do povo na política é efetivada de várias formas, tendo o voto como uma delas. Porém, a exclusão de grupos vulneráveis e a falta de movimentos sociais nos aspectos político-institucionais abalam a efetivação da cidadania.

Certamente, há grupos sociais excluídos, tais como: mulheres, negros e homossexuais, os quais não têm representantes poderosos que defendam suas causas. Segundo dados da ONU, o Brasil tem apenas 15% de participação feminina na política e essa porcentagem diminui em relação a pessoas negras ou homoafetivas. Assim, pode-se gerar um sentimento de não pertencimento desencadeando o desinteresse da população na política.

Por conseguinte, os movimentos sociais estabelecem um meio de participação política revolucionária, quando são justos, mas, devido algumas retaliações como a Ditadura Militar, em 1964, são vistos como algo ruim. Entretanto, é preciso assentir e apoiar tais movimentos como legítimos, porque é a partir dos mesmos que há possibilidades de mudanças, como foi no Diretas Já de 1984, que conseguiu retomar as eleições.

Em suma, cabe ao Ministério da Educação promover aulas sobre informações e orientações políticas nas escolas brasileiras, públicas e privadas, por meio de um programa institucional com o intuito de ensinar e conscientizar os jovens sobre questões partidárias de modo divertido. Além disso, as mídias, podem tanto divulgar e instruir sobre os atuais movimentos sociais, incentivando a população a participar dos mesmos, valorizando-os, como também criar reportagens e comercias que estimulem o fim da desigualdade de gênero, etnia e da questão homofóbica na participação política para que não haja a exclusão desses mesmos.