A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil

Enviada em 22/05/2020

Na fase inicial da Grécia Antiga, ou seja, no período Homérico o governo era concentrado nas mãos de um rei. Sendo assim, percebe-se que a falta de participação política possui raízes amargas, seja por falta de democracia para a efetivação da cidadania para todos, mas também pela repressão dos movimentos sociais por parte do Estado.

Em princípio, é imperioso refletir sobre a República brasileira e o voto feminino. A dentista Isabel Dillon em 1891, foi a primeira mulher que se posicionou contra o patriarcado da época, mas o sexo feminino não tinha autorização para votar e nem de participação política. Para o filósofo Aristóteles, politeia, é a forma de governar na qual a voz popular é ouvida. Com o ideário do pensador, observa-se que a República no Brasil não exercia a cidadania como componente fundamental para o exercício da democracia, pois uma parte da população era segregada do direito de exercer sua liberdade como canarinho.

Sob outro prisma, a morte do estudante Edson Souto na era da Ditadura, foi o marco de diversas revoltas populares contra o regime militar. De acordo com Marx Weber, a massa popular é quem dita o monopólio de força legitima do Estado. No entanto, a participação civil nas mobilizações sociais garantem a cidadania e a perpetuação dos direitos e deveres da população, nas quais são asseguradas pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, cabe ao Poder Executivo, por meio Ministério da Educação, o aumento da carga horária da matéria de sociologia nas escolas, para que os alunos sejam capazes de interpretar o meio que vivem e fortalecer o senso crítico a fim de desempenhar bem a condição de cidadão e lutar pelos seus direitos. Assim esse problema pode ser gradativamente erradicado, pois conforme Hannah Arendt, “o revolucionário mais radical se torna conservador no dia seguinte à revolução”.