A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 25/05/2020
No Brasil, quando o voto não era secreto havia o coronelismo, prática por meio da qual a elite escolhia os governantes. O povo, por medo de represálias, votava no candidato indicado pelo coronel, o quê se conhece como voto de cabresto. Atualmente, o cabresto deixa de ser a imposição de um candidato em quem votar, e dá lugar à ignorância a respeito das consequências do voto.
A educação pública brasileira, que forma a maior parte dos cidadãos, não dispõe de uma educação política. A falta do ensino da diferença e função dos três poderes, do papel de senadores, deputados e, em geral do funcionamento da máquina pública se reflete nas escolhas políticas. Todos os anos se formam milhões de analfabetos, em termos políticos, despreparados para votar.
Eleitores que não têm consciência da importância do voto e da função do cargo para o qual elegerão um político, não exercem efetivamente seu papel de cidadão. Uma vez que não se tem conhecimento político o voto não se destinará ao melhor ocupante do cargo do ponto de vista do eleitor, pois, este não saberá avaliá-lo.
Evidentemente, o poder não se destinará àquele que que melhor atende aos interesses dos votantes. A elite, possuidora de acesso ao conhecimento, votará naqueles que satisfazem seus interesses, ao passo que a massa distribuirá seus votos sem muitos critérios, para candidatos mal escolhidos, de forma que, possivelmente ambas as partes acabarão insatisfeitas com o resultado. Dessa forma, se não corrigidas as falhas na educação, este permanecerá um ciclo contínuo.
Visando formar cidadãos mais instruídos, deverá ser entregue à câmara dos deputados, um projeto de lei que incluirá política à base comum curricular. Assim, não mais serão entregues à sociedade pessoas desprovidas do conhecimento necessário para exercer o voto, pois estarão bem informadas sobre todos os aspectos que envolvem tal ato. Desse modo a democracia brasileira será mais idônea.