A importância da participação política para a efetivação da cidadania no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Na Grécia Antiga, berço da democracia ateniense, nas decisões para o governo de Atenas era comum a participação do povo, já que havia um canal evidente entre os cidadãos e o poder público. Atualmente, no Brasil, a participação popular na política é efetivada de diversas formas, principalmente, por meio do voto. Contudo, sem a falta de reconhecimento de grupos vulneráveis e de movimentos sociais nas relações política-institucionais não há absoluta efetivação da cidadania.
Primeiramente, é essencial pontuar que, a representatividade política é a base da democracia, já que constitui o direito do sufrágio. Realmente, há grupos sociais desprezados, mesmo que sejam a minoria, como :negros, mulheres e homossexuais, pois faltam-lhe representantes que desfrutem de poderes para defenderem suas causas. O Brasil tem apenas 15% da participação feminina na política de acordo com a pesquisa da ONU, mas quando se trata de pessoas negras ou homoafetivas essa porcentagem diminui. Assim sendo, pode-se gerar um sentimento exclusão, e com isso, a diminuição de engajamento da população na política, além de algumas classes sociais serem privilégiadas em detrimento de outras, ferindo o preceito da equidade.
Além disso, os movimentos sociais estabelecem uma forma de participação política muito transformadora e revolucionária, quando justos, todavia são vistos de modo pejorativo no meio social e institucional. Isso ocorre, de um contexto histórico marcado por retaliações, como: na Ditadura Militar de 1984 e na República Velha. No entanto, é necessário apoiar e reconhecer esses movimentos como legítimos, pois é a partir deles que há possibilidade de mudanças, assim como foi no Diretas Já de 1984, no qual representou o fim da retomada das eleições. Se não for feito dessa forma, os brasileiros podem ficar inseguros ao exigir seus direitos o que descaracteriza um cidadão.
Deste modo, é de extrema importância para a efetivação da cidadania ter representatividade da minoria e a ressignificação dos movimentos sociais, como formas também de participação política e do voto. Com isso, é função do Ministério da Educação promover simulações de eleições nas escolas tanto públicas quanto privadas, com o intuito de ensinar e conscientizar os jovens. Já as mídias, televisão, etc., podem divulgar e informações sobre os atuais movimentos sociais, convidando os seus líderes para falar sobre seus objetivos, e dessa forma, reduzir a impressão de despreciamento sobre eles.